Road 96’ um jogo road trip procedural que pode te levar por caminhos inesperados e emocionantes - Análise

Road 96’ um jogo road trip procedural que pode te levar por caminhos inesperados e emocionantes – Análise

Gostou de jogos que focaram em experiência em histórias como Life Is Strange, jogos da Telltale ou Detroit: Become Human? Então, você vai gostar de saber mais sobre o Road 96′. A francesa da DigixArt nos presenteou com uma aventura única, onde devemos  viajar várias milhas para passar a fronteira do país fictício Petria, na esperança de escapar de uma nação que está se afogando na opressão. O diretor criativo do jogo é Yoan “Fanise” que trabalhou no jogos  Valiant Hearts e 11-11 Memories Retold.

Em Road 96 você experimenta uma aventura procedural. A cada quilômetro uma decisão deve ser tomada e cada uma delas irá mudar sua aventura, mudar sua vida, mudar as pessoas que você encontra, e quem sabe até mudar o país (Petria) e até o mundo. Qual estrada/caminho você vai pegar?

As encruzilhadas da rota

O jogo começa com um pequeno questionário e, logo depois, temos um vislumbre dos sete personagens principais com quem vamos interagir durante a campanha. E, de cara, já notamos alguns aspectos do mundo de Road 96. Estamos em Junho de 1996 em um país chamado Petria, a três meses de uma eleição de extrema importância e, para completar, ainda existem crianças e adolescentes desaparecendo por toda parte, além da Brigada (um grupo extremista que é contra o governo).

Após o questionário e a curta cutscene, começamos o game com nosso primeiro personagem. Não podemos falar aqui sobre quem você será, nem onde você vai estar porque SEMPRE que você começar um novo jogo, vai mudar a pessoa que você será e onde você começará.

Na vez que terminamos o game, começamos com uma moça (só descobrimos no final porque durante toda jogatina não enxergamos nosso corpo/ rosto, nem sabemos nosso nome) no meio de uma estrada, próxima a um posto de gasolina tentando fugir de Petria.

Tem alguns personagem que podemos ou não encontrar durante o jogo dependendo das escolhas que fazemos. Esses personagens são “fixos” e a medida que achamos eles e interagimos, vamos conhecendo um percentual do personagem. São eles:

  1. Zoe: uma adolescente também tentando fugir. De família “privilegiada”, mas de saco cheio com o sistema.
  2. John: um caminhoneiro super divertido envolvido numa trama mutcho louca.
  3. Fanny: uma policial bem gente boa, se você cooperar.
  4. Alex: um nerdzão super tecnológico frustrado por não saber a verdade sobre seus pais.
  5. Stan and Miiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiitch: uma dupla de ladrões que saíram dos filmes de comédia, aprontando altas confusões na sessão da tarde.
  6. Sonya: uma apresentadora de TV que, por vezes dá raiva e em outras dá pena.
  7. Jarod: o assassino… só posso dizer que quase morri (eu Lili) do coração 200x em todas aparições dele.

Quando terminamos a fuga com 1 personagem – que pode ser bem sucedida ou não – temos 2 opções:

  1. Aceitar isso como o fim da jogatina.
  2. Seguir o game até o final.

Por que isso??

Porque a história com aquele personagem realmente acaba ali e ficamos sabendo que tem mais gente querendo fugir e que as eleições vão ocorrer em X semanas. E é um final que faz sentido para aquele personagem, MAS, TODAVIA, ENTRETANTO, se você quiser saber o que ocorre no dia da eleição e o que vai acontecer com a cidade de Petria, você vai precisar terminar o game com vários personagens sem identidade.

Então, seguindo o jogo, aparece a tela da transmissão do jornal da TV apresentado pela Sonya e escolhemos 1 entre 3 crianças/ adolescentes desaparecidos. Nessa tela, aparece a sombra do buço de cada um dos 3 personagens  + dinheiro que possui ou não ($0 +/- $15) + distância até chegar na fronteira + idade + barra de vida. E aí, começamos uma nova história, em um novo ponto, com novas escolhas. Ahh, pode ser que em um determinado ponto do trajeto a gente se cruze com algum dos personagens que já jogamos. E meio que sabemos disso pelo traçado no mapa que aparece conforme vamos fazendo nossas escolhas.

Antes de entrar no item JOGATINA, cabe ressaltar que a Road 96 é o trecho que leva pra fronteira.

DICA: joguem até o final!!!

Jogabilidade

Aqui o negócio é bem “simples”. Podemos caminhar com o personagem e interagir com quase tudo o que tem no cenário e outras pessoas, mas jamais ouviremos nossa voz. Fica subentendido o que dissemos pelas respostas de quem conversamos e pela ação que escolhemos.

Também podemos usar o orelhão, táxi ou ônibus se tivermos dinheiro. Tá liberado roubar money em algumas circunstâncias (e quando tiver essa oportunidade, NÃO PERCA) ou até mesmo fazer um “freela” se dermos a sorte de acharmos a Sonya para nos contratar.

Uma vez que não somos o RAMBO, tomar água, comer e dormir são importantes para recuperarmos nossa vida/ estamina.

A dificuldade está em fazer a MENOS PIOR ESCOLHA!

Trilha Sonora

O estilo visual impressionante precisa de uma trilha sonora que combine. O Road 96′  está repleto de hits dos anos 90. As músicas misturam country tipicamente americano, mas também traz eletrônicas. Além disso, ao longo do game você pode conseguir novas fitas (sim, fitas cassetes) que você pode escutar quando estiver em alguma lojinha de conveniência ou no carro de uma carona amigável. Ouça a trilha na playlist.

Sobre a DigixArt

DigixArt é um estúdio de desenvolvimento de jogos fundado em 2015 em Montpellier, no sul da França. Sua ambição é oferecer experiências de jogo significativas e inovadoras para um público amplo. Depois de Lost in Harmony™ e 11-11- Memories Retold™, a equipe está trazendo sua experiência para Road 96 em parceria com HP Omen e Google Stadia. Para obter mais informações apenas visite o site! Acesse aqui o site do jogo.