Nikoderiko: The Magical World – Vale a ficha?

Paulo Atanásio
Publicado em: 21 de dezembro de 2024
8 minuto de Leitura

Nikoderiko é uma mescla de Donkey Kong Country e Crash Bandicoot

O título “Nikoderiko: The Magical World” teve seu lançamento no  dia 05/12/2024 pela VEA Games (desenvolvedora) e Knights Peak (publicadora). O jogo é um plataforma 2D/3D com um visual 3D muito colorido e bonito.

É possível notar uma influência muito grande de jogos clássicos e recentes das franquias DKC e Crash Bandicoot em sua jogabilidade, visual e até trilha sonora (o David Wise, compositor das trilhas sonoras de grande parte dos títulos de DKC, compôs a trilha sonora).

O jogo está por R$ 91,99 na Steam.

Quer dar uma olhada no visual? Portanto, confira o trailer:

Considero o visual bem fofo, sobre a música do trailer: ela não é do jogo.

faixa de aviso de spoiler. ilustração vetorial isolada no fundo branco. 15395835 Vetor no VecteezyA análise terá possíveis spoiler, portanto pule para a conclusão para ter um resumo e nota sem spoiler.

Jogabilidade

O Nikoderiko: The Magical World é um jogo de plataforma 2D/3D, as sessões em 2D das fases lembram muito os jogos mais recentes de Donkey Kong Country (o Returns e o Tropical Freeze), enquanto as sessões em 3D lembram mais os jogos clássicos do Crash Bandicoot/Banjo-Kazooie.

É possível jogar com 2 personagens (um controlado por algum amigo) ou jogar sozinho.

Os comandos são simples e bem responsivos, basicamente: andar, pular (é possível planar ao segurar o botão de pulo), pulo na parede (walljump), cair no chão (depois que pular e serve como ataque), agarrar (para jogar baús e etc) e escorregar no chão (serve como ataque).

Existe ainda o movimento de voo (para cima e para baixo) e o movimento de nado (em que você vai para cima e para baixo e tem um Dash que serve como ataque).

Movimento com o Dino

Além disso, existem os movimentos específicos de cada animal auxiliar (alguns compráveis para usar em fases comuns, outros obrigatórios em certas sessões).

Montarias compráveis

O jogo não é difícil (existem os modos fácil e normal), porém, se você gosta de desafio é só tentar platinar o jogo… digamos que você vai deparar com algumas conquistas meio complicadas:

O que  o jogo não tem em dificuldade, ele tem em diversão.

A mecânica de combate para inimigos comuns é bem simples: alguns são derrotados pulando em cima, outros dando uma rasteira e outros os dois.

Já os chefões têm suas próprias mecânicas. O primeiro é muito criativo, já que você precisa montar em um sapo e atirar saliva enquanto esquiva do ataque do chefão Darby, o castor. Enquanto a fase do segundo chefão é uma clássica fase de voar no barril do DKC Returns (só que nesse caso é um réptil com Jetpack).

Fases e Cenários

Outros clássicos presentes são os barris/objetos no cenário que atiram você para outra sessão, checkpoints animados (um foguete de artifício que voa quando você chega), moedas e etc.

A câmera pode mudar durante a fase entre cenários 2D e 3D.

A transição entre 2D e 3D é muito satisfatória de se ver, não acha?

Os cenários 2D lembram muito os DKC recentes, com desafios e progressão semelhantes. Enquanto os cenários 3D lembram os cenários 3D do Crash, em que você se move para frente ou para trás.

Essa alteração é muito legal e fluída na jogatina. Outras alterações são entre o padrão normal de plataforma para áreas aquáticas ou áreas de voo (em que você nada ou voa para cima e para baixo).

Os cenários variam bastante de fundo com relação à área e desenvolvimento da fase. Sinceramente, estão bem belos e coloridos, bastante agradável na vista.

Trilha Sonora

O que falar da trilha sonora? David Wise! Ela estranhamente é menos acelerada e mais calma.

Elas são instrumentais e ambientais (colam com o cenário) como é clássico do David Wise.

As trilhas em si são boas, o problema está no momento entre a trilha e a fase. Não sei o que aconteceu, porém elas não se encaixam. Em um momento que deveria se ter uma tensão e ritmo de desafio, a trilha está tranquila ou não passa o sentimento que deveria estar passando.

Um momento de tensão que a música está calma

Isso é uma pena! Pois que jogou os títulos em que o David Wise compôs a trilha sonora sabe o quão incrível é quando o momento a trilha se encaixam.

Enredo e Personagens

O enredo é simples, em resumo: Dois irmão mangustos, Niko e Luna, têm seu tesouro roubado e passam a ser perseguidos pelo exército de Cobritos do Barão Grimbald.

Eles terão auxílio das montarias: Bóris, o Javali; Sandro, o Sapo; Oceanis, o Cavalo-marinho e o Dino, o Dinossauro.

Assim como dos moradores da ilha: Rivar, o Inventor; Orlius, o Sábio e muitos outros!

Os diálogos são bem descontraídos e bobinhos, infelizmente os personagens mexem a boca, mas a maior parte do sentimento passado é algo quase vazio, principalmente no Niko

A interação com os personagens é divertida e alguns têm funções importantes, como a de “comércio” que é feita pelo Rivar (é possível comprar “equipamentos” ou desbloquear curiosidades do jogo num sistema de Gacha).

Além disso, os personagens principais possuem um certo carisma: o Niko é aventureiro e bobo, a Luna é esperta e animada.

Algo que falta é uma expressão facial/corporal melhor na maior parte dos diálogos ou momentos em que os personagens poderiam demonstrar emoções.

A expressão é algo quase "sem vida"
Nesse caso foi alguma escolha estética, mas que creio não combinar com o 3D, que é essa esticada de "imagem PNG".

Conclusão

O Nikoderiko: The Magical World é uma boa homenagem ao gênero plataforma e aos jogos que ele usou como influência, porém há uma falta de cuidado com detalhes (como gráfico, otimização e uso da trilha sonora).

Ou seja, é um bom jogo de plataforma.

Apesar de ter algo aqui ou acolá que poderiam ser melhores, os cenários e os personagens estão belos. Quanto à música… bem, David Wise! São boas e seguem a pegada do compositor.

As plataformas em que o título está disponível são: Nintendo Switch, PlayStation 5, PlayStation 4, Xbox Series X e Series S, PC e Xbox One.

O jogo está OK em otimização, vez ou outra o jogo dava um certo “engasgo”. Há compatibilidade com controles modernos. Versão Testada – PC/Steam

Vale a ficha na promoção!

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Paulo Atanásio, paraibano, 22 anos. Aspirante à programador e à desenvolvedor de jogos. Escrevo redação voltada para a cultura pop e crio conteúdo (@cap_pn).