Horizon Chase 2 - Análise
in

Horizon Chase 2 – Análise

Primeiras Impressões

Horizon Chase 2 finalmente está entre nós! A continuação do primeiro título da série chega ao mercado mais uma vez pelas mãos do competente estúdio brasileiro, mais precisamente porto-alegrense, AQUIRIS.

Nós do Fliperama de Boteco tivemos a honra de experimentar o game alguns dias antes do seu lançamento. E quem ganha com isso queridos ouvintes e leitores? Vocês, é claro!

Se assim como nós você estava ansioso para o lançamento do mais novo jogo de “Carrera de Autinhos” inspirado nos clássicos dos anos 80 e 90 não perca mais tempo, aperte os cintos, calce as luvas, vista o capacete e vem com a gente. NO CAPRICHO! NO CAPRICHO!

IGUAL, MAS DIFERENTE

Antes de mais nada, preciso deixar bem claro que o texto a seguir se trata das minhas primeiras impressões sobre o game e não tem a pretensão nenhuma de ser um Review, uma vez que o jogo oferece muito além do que eu consegui alcançar com o meu humilde progresso até a data de publicação.

Lançado em 09 de setembro de 2022, Horizon Chase 2 chega com exclusividade ao serviço de assinatura de jogos da Apple chamado: Apple Acarde, portanto neste momento temos apenas a versão para IOS disponível para os assinantes do serviço. Contudo versões para PCs e Consoles já foram anunciadas e devem chegar ao longo de 2023.

De cara jogadores veteranos da série devem se sentir em casa uma vez que identidade visual e sonora do game segue a mesma pegada do seu antecessor. É muito bom ver que as origens foram respeitadas e a fórmula que deu tão certo em Horizon Chase Turbo segue inalterada. Não pude evitar um sorrisinho maroto na primeira vez que via a tela título do game, porque sabia que Horizon Chase 2 seria exatamente o que eu estava esperando de uma sequência, e isso fica muito claro para o jogador logo nos primeiros segundos.

O jogo conta com três modos de jogo disponíveis: Volta ao Mundo, Playground e Torneios. Volta ao mundo é o clássico modo carreira, onde percorremos alguns países, com uma série de localidades e cada uma com três pistas principais para serem concluídas. Playground conta com corridas online onde o jogador ganha tickets de acordo com o seu desempenho e pode trocar por itens para sua conta, e por último temos o modo torneio que é liberado gradativamente conforme progredimos jogando volta ao mundo e funcionam como as copas em Mario Kart, um pequeno torneio com algumas pistas e pontuação de acordo com a classificação de cada jogador.

JOGABILIDADE

Horizon Chase 2 aposta na receita já consagrada em seu jogo anterior com poucas mudanças em relação ao seu antecessor.

O modo principal Volta ao mundo é segue exatamente a mesma estrutura onde o jogador (ou seria piloto) deve terminar a corrida na primeira colocação e pegar todas as moedas azuis se quiser conseguir os desejados 100%. De acordo com o desempenho em cada pista o jogador recebe medalhas créditos. As medalhas são usadas para desbloquear as próximas localidades e os créditos utilizados na personalização dos veículos.

Logo de cara temos disponíveis quatro modelos de carros que diferem entre si, além do visual nos seguintes atributos: Velocidade Máxima, Aceleração, Controle e Nitro. Cabe ao jogador escolher qual melhor modelo cabe melhor com seu estilo de pilotagem. É possível também ver que existem mais carros para serem desbloqueados pelo menos 5 são visíveis além de um especial que exige ouro em todos os torneios.

Os veículos também podem ser aprimorados e alterados visualmente. Cosméticos como carrocerias, cores e rodas podem ser comprados utilizando os créditos ganhos a cada corrida, mas os pontos de melhorias são obtidos apenas quando um determinado carro sobe de nível. Alterações na suspensão, filtro de ar, diferencial, câmbio e escape mudam atributos dos carros e é aqui que a parada fica interessante.

Vale ressaltar que esses pontos de melhorias e mesmo os cosméticos não são compartilhados entre os carros em sua garagem, então é necessário evoluir cada um deles separadamente.

A estrutura das corridas permanece inalterada: corra o mais rápido que conseguir sem bater em outros veículos e principalmente no cenário para evitar capotamento. Colete as moedas azuis e os tanques de nitro, quando disponíveis, para garantir aquele Boost temporário na velocidade. A principal alteração é que agora o jogador (ou piloto? Já perguntei isso antes né?) não precisa se preocupar com a gestão do combustível, essa funcionalidade foi simplesmente removida. Não acho que vai agradar todo mundo, afinal era um elemento importante de Gameplay, mas no meu caso eu achei a retirada desse componente bem-vinda.

Alguns países contam com uma pista adicional onde o jogador (Ou piloto? Ainda não me decidi) corre sozinho e precisa destruir algumas caixas pelo caminho antes do tempo terminar. Quanto mais caixas quebradas, maior a pontuação e consequentemente os bônus cosméticos que podem ser resgatados ao fim do circuito. Uma bela adição que traz um pouco de frescor e muda um pouco o Gameplay.

O clima pode alterar durante as corridas. Em algumas pistas é possível acompanhar o anoitecer e em outras somos surpreendidos por mudanças climáticas, como uma tempestade de areia que me pegou de surpresa e impactou consideravelmente na minha dirigibilidade, uma vez que meu campo de visão foi reduzido drasticamente pelo fenômeno meteorológico. Achei a adição deste elemento uma boa pedida.

Não tão bem-vinda no meu modo de pensar foi a remoção dos balões de diálogo que apareciam a cada ultrapassagem ou batida. Por mais que não faça diferença na experiência eu senti falta desse senso de humor!

Os controles funcionam muito bem e são bastante simples. Um botão para acelerar, um para mover o carro para a esquerda, outro a direita e um botão de turbo. Simples assim e não precisa mais do que isso. Quer frear? Solte o acelerador! E acredite em mim, você vai precisar. Não dá para jogar o game com o pé (ou dedo) embaixo o tempo todo.

Senti falta de poder utilizar o giroscópio, me pareceu pouco intuitivo quando comecei a jogar e percebi que teria que utilizar os botões no Touch. Confesso que a estranheza passou logo e como são poucos os botões, possuem uma ótima resposta e estão bem-posicionados não tive maiores dificuldades, contudo ter opções diferentes é sempre bom e uma questão de inclusão.

Não consegui identificar se Horizon Chase 2 possui suporte para controles, porque eu não tenho nenhum Bluetooth para testar, mas sem dúvida seria uma adição muito bem-vinda.

ASPECTOS TÉCNICOS

Rodei o game em um iPhone SE de 2020 e não tive nenhum problema de performance. Exceções feitas quando estava no meio do jogo e pipocavam algumas notificações de aplicativos e isso atrapalhava bastante a jogatina. Se puderem desliguem as notificações ao jogar.

Graficamente Horizon Chase 2 é mais bonito que seu antecessor, não sei explicar exatamente o porquê, mas o cenário me parece muito mais detalhado. O game ainda é composto basicamente por polígonos, mas definitivamente não possui mais aquele aspecto simplista e muitas vezes minimalista do game anterior. Eu particularmente curti bastante a mudança, ainda que sutil, na direção de arte.

Um dos maiores destaques do jogo anterior, a trilha sonora, segue impecável. Mais uma vez o mestre Barry Leitch arrasa nos sintetizadores. Pai da clássica trilha sonora de Top Gear e da versão anterior de Horizon Chase, Barry consegue trazer a mesma energia do primeiro game. Minha recomendação é joguem de fones de ouvido, uma vez que ao segurar o celular na horizontal você pode tapar um pouco o som pela posição das suas mãos. E chega a ser quase um crime não aproveitar essa trilha sonora na sua totalidade.

CONSIDERAÇÕES FINAIS (PELO MENOS POR HORA)

Horizon Chase 2 joga seguro e aposta em tudo o que deu certo na franquia até agora. As pequenas mudanças na parte gráfica e na jogabilidade deixam o game mais bonito e prazeroso. Quem nunca quis jogar o controle na parede ao sofrer uma pane seca no meio da corrida?

Porém o sucesso e a longevidade do título estão diretamente atrelados ao compromisso da AQUIRIS em continuar lançando conteúdo adicional como a excepcional DLC do Ayrton Senna que tivemos no jogo anterior. Conteúdos adicionais como novos carros, pistas ou mesmo DLCs temáticas aumentam o hype do pessoal e o interesse pelo jogo. Um passe de temporada seria maneiro, com missões exclusivas, carros e outros cosméticos.

As poucas horas que passei com o game me deixaram com uma vontade de platinar e concluir todos os desafios, mesmo não tendo muita habilidade com os controles Touch do celular. Mas o importante aqui é aquele gostinho de quero mais que fica a cada sessão de Gameplay.

Não vou abordar as funcionalidades Online do game, porque estou experimentando antes do lançamento oficial e os recursos de Multiplayer certamente estariam prejudicados, mas é possível ver que além das corridas teremos Ranking comparativos com amigos e também global com os melhores resultados.

Parabéns AQUIRIS pelo primoroso trabalho com essa sequência, e que venham logo as versões de consoles!

Sobre a AQUIRIS

Fundada no ano 2007, sediada em Porto Alegre e com um time atual de 160 pessoas, a AQUIRIS é reconhecida como uma das mais talentosas desenvolvedoras de games da América Latina. Desde o começo, o objetivo da AQUIRIS tem sido desenvolver jogos de grande qualidade técnica, gráficos surpreendentes, e com foco na diversão dos jogadores, desenvolvendo suas próprias IPs, ou co-desenvolvendo jogos com publishers globais.

Obs.: Esse texto foi produzido com uma chave gentilmente fornecida pela desenvolvedora.

Postado por Rodrigo Reche

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Loading…

Fliperama de Boteco #334 – Darkwing Duck (NES)

Fliperama de Boteco #334 – Darkwing Duck (NES)

Fliperama de Boteco #335 - Street of Rage 1

Fliperama de Boteco #335 – Street of Rage 1