O Clone nacional do NES – Phantom System

Rodrigo Reche

Quando eu estava na quinta série um dos meus amigos mais próximos me convidou para ir até sua casa naquela tarde porque ele havia ganho um Phantom System. Na época eu não tinha ideia de que esse era um dos muitos clones do NES que seriam lançados no Brasil naqueles próximos anos.

Com a devida permissão e carona da minha mãe e logo após o almoço lá estava eu na casa do meu amigo apreciando o seu mais novo “brinquedo”. Como era lindo aquele console. A caixa na cor azul cuidadosamente depositada no canto da sala também era linda.

Sim sempre gostei de caixas. Guardo todas as minhas.

O Clone nacional do NES – Phantom System - Caixa Phantom System
Caixa Phantom System

Junto com o Videogame veio um jogo dos caças-fantasmas que meu amigo estava jogando, mas aquilo não me chamou atenção.

Parecia um jogo muito chato para dizer a verdade.

A magia aconteceu de verdade quando ele tirou da embalagem um outro cartucho que ele havia ganhado também junto com o videogame o nome do jogo: Super Irmãos. Na arte do cartucho um baixinho gordinho e com um bigode bem peculiar. Quando ele colocou o cartucho no videogame e ligou o nome Super Mario Bros apareceu na tela, e na mesma hora reconheci aquele jogo da revista que alguns meses atrás meu pai tinha me dado de presente. Já escrevi sobre isso e você pode ler essa crônica clicando aqui.

O Clone nacional do NES – Phantom System - Arte do Cartucho - Super Irmãos
Arte do Cartucho – Super Irmãos

Não consegui conter a empolgação. Finalmente eu poderia experimentar aquele jogo. Mal sabia eu que naquele momento eu estava prestes a jogar um dos jogos mais importantes da história dos videogames. Tive que esperar quase 1 hora para poder jogar um pouco. Meu amigo na verdade tinha me convidado muito mais para olhar ele jogando do que para efetivamente me deixar jogar. Mas finalmente chegou a minha vez.

Me lembro da empolgação sentida naquele momento. Como aquelas cores eram bonitas. Me atrapalhei um pouco com o controle também. Aquele direcional em cruz não era algo com o que eu estava acostumado e os dois botões no lugar do botão único de disparo do meu Atari também me confundiam um pouco. A coisa ficou um pouco mais complicada quando eu percebi que para correr com o Mario deveria manter o botão B pressionado o tempo todo. Dois botões ao mesmo tempo?

Eu ainda não estava preparado para aquilo.

Naquele dia fui para casa maravilhado com tudo o que eu havia visto e experimentado. Me lembro de ter contato tudo para o meu pai que obviamente percebeu que eu gostaria muito de ganhar um videogame daqueles.

Mas como eu não pedi e por isso ele também não precisou se negar, já que naquela época das nossas vidas meu pai estava juntando dinheiro para comprar a nossa casa.

Esse meu amigo morava muito próximo de onde eu morava e além de estudarmos juntos, brincávamos quase todos os dias ou na minha casa ou na casa dele. Por isso, tive a oportunidade de jogar no Phantom System muitas vezes.

Phantom System

Passei horas jogando Super Mario Bros, mas também foi nesse mesmo console que eu conheci muitos dos clássicos dos 8-Bits como: Yo-Noid, Chip n’ Dale, Megaman, Robocop, Bart Vs The Space Mutant, Double Dragon 2 etc. Como relatado aqui, um tempo depois ganhei meu Master System e com isso passei a ter acesso também a biblioteca de 8-Bits da sega.

Acabei sendo uma criança de muita sorte, não só por ter presenciado e vivido a chegada dos Videgoames no Brasil como também por ter tido acesso mesmo que indiretamente aos dois principais consoles da geração 8-Bits no momento em que o mercado fervia com as novidades.

É óbvio que após ganhar o meu Master System rolava uma rivalidade e uma disputa com meu amigo para discutir qual era o melhor Videogame.

Mas para ser bem sincero, era birra de criança mesmo, porque tanto eu quanto ele, nos divertíamos muito em qualquer um dos consoles onde estávamos jogando. E que assim seja, que todos possam experimentar o que há de melhor de cada desenvolvedora e em cada geração sem preconceito.

Joguem crianças, apenas joguem!

Sobre o Autor

Guilherme Ferrari

NA VIDA TUDO É PASSAGEIRO, MENOS O MOTORISTA E O COBRADOR.
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