Aldred – Knight of Honor, jogo brasileiro para o Nintendo Switch

Aldred – Knight of Honor, jogo brasileiro para o Nintendo Switch

Salve botequeiros! É com muito orgulho que vos trago mais um review e, dessa vez, um jogo brasileiro! Aldred – Knight of Honor é um produto da desenvolvedora Bitstain que tem seu foco em jogos mobile juntamente com a QUByte, responsável pelo jogo do podcast 99vidas e também por trazer pra geração atual aquela delícia de shoot’em up chamada Vasara Collection.

 Aldred – Knight of Honor é um jogo de plataforma em pixel art que remete aos clássicos trazendo elementos característicos dos 8 e 16 bits. Acabou de sair do forno! Lançamento em outubro de 2019.

O game traz a história do Aldred: o único cavaleiro da irmandade do Fogo Divino capaz de deter o Lord Gugor: o responsável pela grande onda do mal que tomou todo o reino.

Jogabilidade

Neste game vamos encontrar uma jogabilidade direta e puramente baseada nos games de plataforma. Nada de puzzle disfarçado de plataforma nem metroidvania, essa é pros amantes do gênero na sua pura essência.

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É um jogo sem enrolação: ligou e já está jogando! Perfeito pra quem viveu o ápice dos jogos de plataforma na época e hoje não tem tanto tempo assim para embarcar numa jornada super imersiva.

Em 15 minutinhos de jogatina você consegue passar 1 ou 2 fases e ir curtindo na casualidade este lindo joguinho ou… se você for um hardcore gamer motherfoca from hell, algumas poucas horas já são o suficiente.

Nosso herói (que me lembrou muito o Chuq Nóia vestido de storm trooper kkk) vai todo pomposo com sua capa vermelha atravessar mais 20 fases divididas em 3 mapas com eventuais chefões no meio da jornada massacrando e quebrando ossos para finalmente ir ao confronto final com o Lord do mal.

As fases

Conforme vai progredindo, ele ganha armas diferentes que o permitem alcançar novos locais e mudam um pouco o ritmo da batalha. No segundo mapa, por exemplo, nosso herói conquista um machado que é mais lento para atacar porém é capaz de provocar maior dano. Além disso, ele pode destruir blocos de pedra para liberar passagem.

A cada inimigo caído moedas são liberadas. Essas moedas são utilizadas no mercador que geralmente aparece no meio das fases e pode vender para ti poções e upgrades de vida e mana –  que é utilizada para conjurar magias. A barra verde no indicador é sua vida, diminui a cada dano levado; a barra azul representa mana e diminui a cada fireball conjurada. O Quadrado dourado é um power up de transformação que funciona de maneira semelhando as transformações do game Kid Chamaleon, deixando o herói mais poderoso.

Cabe dizer também que os inimigos têm padrões diferentes que forçam a tomar estratégias diferentes para vencê-los.

A progressão das fases é simples: ir do ponto A ao ponto B. As vezes temos alguns elementos como chaves que abrem portas e alavancas para dar um plus a mais na jogatina. O caráter de exploração fica a cargo de encontrar alguns itens na fase: para ter 100% da fase concluída é preciso destruir 3 emblemas do Lord Gugar e resgatar um refém. Não é obrigatório para passar a fase mas em sua finalização, um painel sugere os itens pegos e não pegos.

Gráficos e Sons

O estilo gráfico em pixel art lembra muito os 16 bits mas as animações e movimentações dos personagens lembram muito aquela atmosfera Master System e os primeiros jogos do mega drive. Os cenários mostram uma arte de muito bom gosto e dão aquele toque pixel art moderno no jogo.

O loop musical, apesar de contar com poucas faixas, apresenta temas heroicos que dão todo o clima de uma jornada: as vezes vanglorioso, as vezes melancólico, típico da jornada solitária do herói.

Veredito

É um jogo para amantes de jogos de plataforma e apesar do flerte com a casualidade, não se enganem, não é um jogo fácil! Os desafios de plataforma são de arrancar os cabelos! Ele é perfeito para um portátil como o switch.

Pelo valor vendido de pouco mais de 2 dólares e pesando cerca de 120 megas (mais ou menos o tamanho de um podcast) vale muito a pena ter esse jogo em sua biblioteca do Switch.

Não se deixe levar pelas primeiras telas achando que é melzinho na chupeta… O jogo é muito desafiador! Cada dano recebido pelo herói é sentido pelo jogador através da dificuldade para encontrar itens de reposição. Em algumas raras vezes eu consegui um “glory kill” que me rendeu uma reposição de vida ou de mana, mas no geral, a busca pelo mercador no decorrer do estágio é a forma mais acessível de repor sua energia, porém, como o custo é alto, a tentação de coletar mais umas moedas para adquirir um upgrade definitivo em vez de torrá-las numa simples poção acaba nos levando a arriscar mais deixando o gameplay bem mais tenso.

Quem não tem Switch, pode experimentar a versão para Android. Porém cabe ressaltar aqui que a versão do Switch teve uma serie de melhorias.

E por fim: Avaliação do fliperama de boteco: “É um jogão e merece ser jogado”

* Aldred – Knight of Honor foi analisado no Switch, em cópia digital gentilmente cedida ao Fliperama de Boteco pela QUByte.