Análise: Mana Spark - Uma pérola escondida, e Brasileira!

Análise: Mana Spark – Uma pérola escondida, e Brasileira!

Esses dias estava dando aquela conferida no “saldão” do Nintendo Switch e me deparei com um jogo pixel art, Mana Spark , que se descrevia da seguinte maneira:

Um desafiante RPG de ação com combate souls-like e elementos rogue-like.

Tendo uma queda por pixel art e querendo conhecer mais esses estilos com os quais ainda não tive muito contato, resolvi conferir o jogo. Depois de um tempo jogando, voltei à tela do menu principal e vi os seguintes dizeres: Um investimento de – Spcine e Prefeitura de São Paulo. “O jogo é Brazuca!”, pensei comigo mesmo.

O jogo foi desenvolvido pelo estúdio BEHEMUTT, dos Brasileiros Douglas Oliveira e Ed Freitas.

 

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Qual é a do game?

Mana Spark é um dungeon crawler 2D com visão top-down, você começa jogando com Ellis, o caçador, armado com arco e flecha, em uma jogabilidade que lembrar um twin stick shooter, já que você anda com analógico esquerdo e mira com o direito. Para desviar dos ataques inimigos Ellis pode usar um esquiva.

Ao progredir no jogo você desbloqueia mais dois personagens, Jasika, a guarda, que usa uma besta e tem jogabilidade parecida com Ellis, mas tem menos força e resitência enquanto compensa na velocidade, e Wyatt, o guerreiro, que usa espada e escudo, sem esquiva e com ataques melee.

Você começa em um acampamento, e sua primeira tarefa é coletar runas para que o seu amigo Li Wei consiga atrair pessoas para o acampamento.

Seu acampamento

Quando terminar de arrumar seu acampamento e vai contar com um ferreiro, que pode criar items que você usa como arma secundária, um cozinheiro, que fará comida para melhorar os seus stats, e uma pesquisadora que pode enfraquecer um tipo de inimigo à sua escolha, descobrindo a sua fraqueza. É claro que para você ter esses benefício, terá que habilitá-los, também coletando runas.

O ciclo do jogo

Cada vez que você deixa o acampamento, você irá percorrer um mapa que é gerado aleatoriamente, mas composto por partes desenhadas à mão. Cada mapa tem um número de salas, e para chegar ao próximo você precisa achar uma ou mais alavancas que darão acesso à saída.

Durante o jogo você coleta runas e moedas, sendo que as moedas são usadas apenas dentro de um ciclo de jogo, e as runas você envia ao seu acampamento quando chega à uma “sala peculiar” (que é o nome dado no jogo). Nessas salas você também pode gastar suas moedas para adquirir items que melhoram seus stats, como dar mais HP, ataque, velocidade, etc… Aqui você também pode comprar itens que você usa como ataque ou ação secundários, e depois de adquiri-los pela primeira vez eles podem ser feitos pelo seu ferreiro.

Quando você morre, você perde todos os seus itens e volta ao acampamento. Assim sendo, seu progresso fica por conta das runas que você enviou ao acampamento quando chegou às salas peculiares, e também por conta da sua própria habilidade, que aumenta conforme você entende os padrões de ataque dos diversos inimigos.

As dungeons e seus bosses

Apesar de ter mapas gerados aleatoriamente, os níveis todos tem nomes, estilos e tipos de inimigos próprios, lembrando o clássico Diablo nesse quesito. Entre certos níveis você enfrentará chefões, que a primeira vista serão difíceis de enfrentar, mas ficam bem tranquilos depois que você entende os padrões, assim como a maioria dos inimigos.

Não vou entrar em detalhes pra dar spoiler!

Dungeon

O combate

O combate de Mana Spark é bastante satisfatório, cade vez que você joga e avança mais nas runs você encontra novos inimigos e precisa aprender o padrão de ataque. A diferença é grande entre jogar com os personagens que atacam a distância e têm esquiva e jogar com o guerreiro, que consegue defender ataques mas precisa estar próximo para fazer dano. Apesar de normalmente ter preferência por arqueiros e afins, nesse caso acabei preferindo jogar com o guerreiro.

Combate

Além dos ataques normais, você vai também poder usar um segundo item. Eles tem efeitos diversos, como congelar ou petrificar inimigos, armadilhas que causam dano, ou o meu preferido a “teia grudenta”, que deixa os inimigos mais devagar e também os envenena quando você já fez os upgrades (pra falar a verdade, as vezes acho esse item “apelão” demais).

Os inimigos tem friendly fire, então você pode usar seus ataques uns contra os outros, além de atrair os mesmos para as armadilhas do cenário! Outro elemento muito bacana do combate, especialmente à distância, é que você pode apagar as velas que dão iluminação ao cenário, fazendo com que os inimigos tenham uma visão pior e só notem você quando estiver mais perto.

Gráfico, Arte e Música

Como já disse antes, tenho uma queda por pixel art.

O gráfico de Mana Spark usa um pixel art de baixa resolução, as vezes lembrando um pouco jogos de PICO-8. Não que isso seja um demérito, pelo contrário, a arte e animações do jogo não deixam nada à desejar.

Em especial eu achei fantástica a atenção aos detalhes quando há água no cenário, com reflexo, pequenas ondas e um efeito bem interessante quando flechadas passam por cima da água. A música é também muito boa, apesar de não ser marcante, é sintoniza muito bem com todos os momentos do jogo.

Problemas

O único problema que encontrei no Mana Spark é a performance. Depois de jogar por um tempo, aparentemente a performance sofre umas quedas e o jogo começa a ficar meio travado. Geralmente sair e entrar novamente no jogo resolve o problema.

Veredito sobre Mana Spark

Mesmo o jogo sendo bastante punitivo, o que normalmente não é a minha praia, eu sempre queria jogar mais. Demorei um pouco pra entender o quão cuidadoso eu tinha que ser no combate, uma vez que se morresse perderia todas runas coletadas! Ainda assim, passei muitas horas jogando. Ainda não terminei o jogo. Talvez não termine, chequei em um chefe que parece bem difícil, quase um bullet hell, mas talvez ponha mais dedicação e tente terminar o jogo. Recomendo para todos que gostam de um bom desafio, e fiquei muito feliz de ter encontrado esse jogo.